segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
E o mais triste...
... é que você nem sabe no quanto fico pensando e repensando e sentindo sua falta...
domingo, 27 de dezembro de 2009
Lembrando...
Quando chega a noite é que é difícil. Não há como não lembrar das palavras duras, quase maledicentes que você usou. Também não dá pra não lembrar das brincadeiras, do tempo de sermos felizes, do seu riso de ladinho. E depois, suas palavras condescendentes, destoando de tudo o que fomos. De dia, com a luz do sol, você vira esquecimento. Mas as brumas da noite trazem de volta você e o que poderíamos ter sido. E dói.
sábado, 26 de dezembro de 2009
Vai-te
Façamos assim: pega tua camisa de flanela e some daqui. Não sei como alguém pode se apegar tanto a uma camisa de flanela. Não era nem pelo conforto que dela gostavas. Nem sabes o que é flanela! Não entendes, não sentes a flanela. Era apego infantil, um uso pelo simples fato de ela ser barata e de tua mão não abrir pra nada.
Pega essa camisa cheia de injustiças. Fui eu quem te apresentou a flanela... Pois pega tua camisa, meus sonhos quebrados pelo chão. Junte tudo e faça da camisa um saco. Embola tudo e leva embora, pra longe, pra onde eu não tenha que ficar rememorando tudo o que não foi. Porque no final é assim mesmo, sonhos partidos, injustiças, fala rude. E lembranças... do que se teve, do que não se teve. E a raiva. E a dor. E agora dói. E me dá raiva porque deixo doer. Ainda não sei fazer parar, mas sei que conseguirei. Enquanto não consigo, a raiva. De mim, de ti, do tempo.
Vai-te embora. Tu, a camisa, os sonhos. Tudo. Não deixe nada, que não quero. Hei de me renovar sem teus restos. Porque tudo o que restar me restringirá, não me permitirá a liberdade. Vai-te o quanto antes!
Isso, vai e bate a porta. Vai-te porque eu ainda te amo!
Pega essa camisa cheia de injustiças. Fui eu quem te apresentou a flanela... Pois pega tua camisa, meus sonhos quebrados pelo chão. Junte tudo e faça da camisa um saco. Embola tudo e leva embora, pra longe, pra onde eu não tenha que ficar rememorando tudo o que não foi. Porque no final é assim mesmo, sonhos partidos, injustiças, fala rude. E lembranças... do que se teve, do que não se teve. E a raiva. E a dor. E agora dói. E me dá raiva porque deixo doer. Ainda não sei fazer parar, mas sei que conseguirei. Enquanto não consigo, a raiva. De mim, de ti, do tempo.
Vai-te embora. Tu, a camisa, os sonhos. Tudo. Não deixe nada, que não quero. Hei de me renovar sem teus restos. Porque tudo o que restar me restringirá, não me permitirá a liberdade. Vai-te o quanto antes!
Isso, vai e bate a porta. Vai-te porque eu ainda te amo!
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
No meio do caminho havia uma pedra
Acredite em mim quando digo que há pedras no caminho e elas não ajudam a trilhar a senda...
... a queda é inevitável e mesmo assim a gente continua seguindo, não? Seja pedra em falso, com limo ou torturante aos pés... a gente segue, porque é assim que é pra ser. Esse caminho não deixa rastros, muitos não saberão que passamos ali ou não saberão como avançamos. Só digo que avançamos e esse é o espírito!
... a queda é inevitável e mesmo assim a gente continua seguindo, não? Seja pedra em falso, com limo ou torturante aos pés... a gente segue, porque é assim que é pra ser. Esse caminho não deixa rastros, muitos não saberão que passamos ali ou não saberão como avançamos. Só digo que avançamos e esse é o espírito!
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Ausência
Falta postar aqui e me dedicar... ando ausente. Bom, as ausências aqui refletem todo um conjunto de ausências que em breve se farão sentir na minha vida. Estou em um limbo, onde o meu hoje é transitório e o meu futuro ainda não e definitivo.
Ando tentanto aprender no ioga sobre a impermanência... ela está bem infiltrada no meu momento atual. Nada é sempre igual, nada dura para sempre. A transformação como chave.
Nunca antes as coisas me pareceram tão efêmeras. Os inseparáveis livros que talvez sejam destinados a outras pessoas. Os amigos que ficarão no coração, mas muito longe dos olhos. Um novo amor que terá que vir, pois o de hoje ficará aqui enquanto eu irei pra lá (e a vida é feita de amor, preciso dele e vou atrás). Até mesmo uma nova família, a que devo construir em minha nova realidade. Que será nova apenas enquanto a impermanência não desequilibrar tudo e me soprar mais uma vez para outro cais...
"Quando não me importo com o que sou, eu me torno o que posso ser." Lao-Tsé.
Ando tentanto aprender no ioga sobre a impermanência... ela está bem infiltrada no meu momento atual. Nada é sempre igual, nada dura para sempre. A transformação como chave.
Nunca antes as coisas me pareceram tão efêmeras. Os inseparáveis livros que talvez sejam destinados a outras pessoas. Os amigos que ficarão no coração, mas muito longe dos olhos. Um novo amor que terá que vir, pois o de hoje ficará aqui enquanto eu irei pra lá (e a vida é feita de amor, preciso dele e vou atrás). Até mesmo uma nova família, a que devo construir em minha nova realidade. Que será nova apenas enquanto a impermanência não desequilibrar tudo e me soprar mais uma vez para outro cais...
"Quando não me importo com o que sou, eu me torno o que posso ser." Lao-Tsé.
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segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Rilke - Piece from Letter 8 - Stephen Mitchell Translation
But the fear of the inexplicable has not only impoverished the reality of the individual; it has also narrowed the relationship between one human being and another, which has as it were been lifted out of the riverbed of infinite possibilities and set down in a fallow place on the bank, where nothing happens. For it is not only indolence that causes human relationships to be repeated from case to case with such unspeakable monotony and boredom; it is timidity before any new, inconceivable experience, which we don't think we can deal with. but only someone who is ready for everything, who doesn't exclude any experience, even the most incomprehensible, will live the relationship with another person as something alive and will himself sound the depths of his own being. for if we imagine this being of the individual as a larger or smaller room, it is obvious that most people come to know only one corner of their room, one spot near the window, one narrow strip on which they keep walking back and forth. In this way they have a certain security.
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