domingo, 27 de dezembro de 2009

Lembrando...

Quando chega a noite é que é difícil. Não há como não lembrar das palavras duras, quase maledicentes que você usou. Também não dá pra não lembrar das brincadeiras, do tempo de sermos felizes, do seu riso de ladinho. E depois, suas palavras condescendentes, destoando de tudo o que fomos. De dia, com a luz do sol, você vira esquecimento. Mas as brumas da noite trazem de volta você e o que poderíamos ter sido. E dói.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Vai-te

Façamos assim: pega tua camisa de flanela e some daqui. Não sei como alguém pode se apegar tanto a uma camisa de flanela. Não era nem pelo conforto que dela gostavas. Nem sabes o que é flanela! Não entendes, não sentes a flanela. Era apego infantil, um uso pelo simples fato de ela ser barata e de tua mão não abrir pra nada.
Pega essa camisa cheia de injustiças. Fui eu quem te apresentou a flanela... Pois pega tua camisa, meus sonhos quebrados pelo chão. Junte tudo e faça da camisa um saco. Embola tudo e leva embora, pra longe, pra onde eu não tenha que ficar rememorando tudo o que não foi. Porque no final é assim mesmo, sonhos partidos, injustiças, fala rude. E lembranças... do que se teve, do que não se teve. E a raiva. E a dor. E agora dói. E me dá raiva porque deixo doer. Ainda não sei fazer parar, mas sei que conseguirei. Enquanto não consigo, a raiva. De mim, de ti, do tempo.
Vai-te embora. Tu, a camisa, os sonhos. Tudo. Não deixe nada, que não quero. Hei de me renovar sem teus restos. Porque tudo o que restar me restringirá, não me permitirá a liberdade. Vai-te o quanto antes!
Isso, vai e bate a porta. Vai-te porque eu ainda te amo!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

No meio do caminho havia uma pedra

Acredite em mim quando digo que há pedras no caminho e elas não ajudam a trilhar a senda...
... a queda é inevitável e mesmo assim a gente continua seguindo, não? Seja pedra em falso, com limo ou torturante aos pés... a gente segue, porque é assim que é pra ser. Esse caminho não deixa rastros, muitos não saberão que passamos ali ou não saberão como avançamos. Só digo que avançamos e esse é o espírito!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Ausência

Falta postar aqui e me dedicar... ando ausente. Bom, as ausências aqui refletem todo um conjunto de ausências que em breve se farão sentir na minha vida. Estou em um limbo, onde o meu hoje é transitório e o meu futuro ainda não e definitivo.

Ando tentanto aprender no ioga sobre a impermanência... ela está bem infiltrada no meu momento atual. Nada é sempre igual, nada dura para sempre. A transformação como chave.

Nunca antes as coisas me pareceram tão efêmeras. Os inseparáveis livros que talvez sejam destinados a outras pessoas. Os amigos que ficarão no coração, mas muito longe dos olhos. Um novo amor que terá que vir, pois o de hoje ficará aqui enquanto eu irei pra lá (e a vida é feita de amor, preciso dele e vou atrás). Até mesmo uma nova família, a que devo construir em minha nova realidade. Que será nova apenas enquanto a impermanência não desequilibrar tudo e me soprar mais uma vez para outro cais...

"Quando não me importo com o que sou, eu me torno o que posso ser." Lao-Tsé.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Rilke - Piece from Letter 8 - Stephen Mitchell Translation

But the fear of the inexplicable has not only impoverished the reality of the individual; it has also narrowed the relationship between one human being and another, which has as it were been lifted out of the riverbed of infinite possibilities and set down in a fallow place on the bank, where nothing happens. For it is not only indolence that causes human relationships to be repeated from case to case with such unspeakable monotony and boredom; it is timidity before any new, inconceivable experience, which we don't think we can deal with. but only someone who is ready for everything, who doesn't exclude any experience, even the most incomprehensible, will live the relationship with another person as something alive and will himself sound the depths of his own being. for if we imagine this being of the individual as a larger or smaller room, it is obvious that most people come to know only one corner of their room, one spot near the window, one narrow strip on which they keep walking back and forth. In this way they have a certain security.
e fez-se noite escura, longa e pesada...

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Meu Dosha

Vata: ao sabor do vento

Este dosha controla todo o movimento biológico, como a inspiração e a expiração, a circulação sangüínea, os impulsos nervosos, os batimentos cardíacos, a comida que entra e sai, o fluxo dos pensamentos. Vata é responsável por começar as coisas – por isso, quando em desequilíbrio, a pessoa deste dosha fala muito sem chegar a nenhuma conclusão, gasta dinheiro à toa, compra demais sem adquirir nada necessário.

A energia de Vata controla o sistema nervoso e se concentra na região do cólon (intestino grosso), pélvis, juntas sacro-ilíacas e lombar. Quando o dosha entra em desequilíbrio, esses são os primeiros órgãos a apresentar problemas. (ilustrar)

Características físicas:
São pessoas altas ou baixas, porém sempre magras, de estrutura corporal pequena e angulosa. Têm ombros e quadris estreitos.
Podem comer muito e não engordar. No entanto, seu peso pode flutuar durante a vida e, ao envelhecer, às vezes ganham alguns quilos. O apetite é irregular e podem ter fome a qualquer hora, bem como pular refeições.
As juntas são secas, barulhentas e protuberantes.
Os dentes são pequenos e também protuberantes.
Têm mãos e pés gelados, e sentem muito frio.
Em geral têm olhos pequenos e cabelos finos e encaracolados.
A pele é seca.
Dormem pouco – normalmente seis horas são suficientes – e em horários diversos. De sono leve, acordam com qualquer barulho.
São superativas, mas se cansam com facilidade, podendo chegar à exaustão. Isso gera sentimentos de fraqueza, sobretudo se têm dificuldade para dormir. Necessitam de muito repouso e se beneficiam de rotinas e hábitos regulares.

Características psicológicas:
Tendem a ser alertas, com uma mente rápida e ativa. Aprendem novos
conceitos e idéias num piscar de olhos, mas tendem a esquecer o que aprenderam com igual rapidez. Como o vento, pensam, falam, andam e movem-se depressa, geralmente sem parar. Gostam de movimento e de novidades. Mudam de idéia e de humor o tempo todo. Amam a liberdade.

Em equilíbrio
São pessoas felizes, entusiasmadas, alertas, criativas, ágeis, comunicativas, energéticas e sensíveis. Fazem amigos rapidamente.

Em desequilíbrio
Apresentam cansaço, ficam angustiadas e ansiosas, sofrem de insônia, prisão de ventre, gases e flatulência. Ficam hipersensíveis e inseguras na hora de tomar decisões. Tornam-se contraditórias, imprevisíveis e instáveis.

Reação ao estresse
Preocupar-se e perguntar-se: “O que eu fiz de errado?”

Balanceando Vata
Estabilidade emocional, amor e quietude são os melhores remédios para este dosha. Criar um ambiente agradável em casa, sem muitas distrações, manter rotinas e respeitar os períodos de descanso também ajudam. A prática de Yoga, dança e caminhada faz muito bem. Vata deve evitar tudo o que seja frio, seco, instável, agitado, e fugir das correntes de ar.

No amor
Vata é inconstante, difícil de se comprometer.




 
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