quarta-feira, 27 de maio de 2009

inércia do movimento

tenho sentido muita vontade de dizer coisas ultimamente, mas as palavras têm parecido melhor escolhidas por outras pessoas. acho consolador, diminui o sentimento de solidão. ao menos em poesia alguém já sentiu como eu, sofreu como eu.

a sensação do momento é movimento de partida. e mesmo sendo mudança, mesmo positiva, vem carregando a malha de desconfortos e algumas outras dores no peito... iniciei o movimento, vou seguindo na sua inércia, acreditando aonde isso tudo irá me levar.


"My black backpack's stuffed with broken dreams
20 bucks should get me through the week
Never said a word of discontentment
Fought it a thousand times but now
I'm leaving home

Here in the shadows
I'm safe
I'm free
I've nowhere else to go but
I cannot stay where I don't belong

Two months pass by and it's getting cold
I know I'm not lost
I am just alone
But I won't cry
I won't give up
I can't go back now
Waking up is knowing who you really are

Show me the shadow where true meaning lies
So much more dismay in empty eyes
"




terça-feira, 31 de março de 2009

Amor; amar

Amar é uma questão de escolha. Diária. Uma opção. Um exercício. Reflexão. Sacrifício. Superação. Deleite, prazer. Absolvição!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

O Sono

O sono que desce sobre mim,
O sono mental que desce fisicamente sobre mim,
O sono universal que desce individualmente sobre mim —
Esse sono
Parecerá aos outros o sono de dormir,
O sono da vontade de dormir,
O sono de ser sono.

Mas é mais, mais de dentro, mais de cima:
E o sono da soma de todas as desilusões,
É o sono da síntese de todas as desesperanças,
É o sono de haver mundo comigo lá dentro
Sem que eu houvesse contribuído em nada para isso.

O sono que desce sobre mim
É contudo como todos os sonos.
O cansaço tem ao menos brandura,
O abatimento tem ao menos sossego,
A rendição é ao menos o fim do esforço,
O fim é ao menos o já não haver que esperar.

Há um som de abrir uma janela,
Viro indiferente a cabeça para a esquerda
Por sobre o ombro que a sente,
Olho pela janela entreaberta:
A rapariga do segundo andar de defronte
Debruça-se com os olhos azuis à procura de alguém.
De quem?,
Pergunta a minha indiferença.
E tudo isso é sono.

Meu Deus, tanto sono!...

Álvaro de Campos - "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

"Plus vaste est le temps que nous avons laissé derrière nous, plus irrésistible est la voix qui nous invite au retour. Cette sentence a l'air d'une évidence, et pourtant elle est fausse. L'homme viellit, la fin approche, chaque moment devient de plus en plus cher et il n'y a plus de temps à perdre avec des souvenirs. Il faut comprendre le paradoxe mathématique de la nostalgie: elle est le plus puissante dans la première jeunesse quand le volume de la vie passée est tout à fait insignifiant."

Do livro L'ignorance, de Milan Kundera

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Ano novo, Bons ventos... ajustar as velas!





terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Pior do que se sentir perdida é perder-se em si mesmo. No emaranhado do que você acredita misturado ao que você é ou era. O que você acredita, apostando corrida com o que você mais detesta. O que você tem, jogando palitinhos com o que você quer. Seu amor e suas dores na linha de chegada e o coração de juiz em dia de clássico.

Eu não sei se você entende o raciocínio de quem não tem raciocinado ultimamente ou se entende o porquê de certas coisas que não se explicam.

Quando a cabeça não pensa o corpo padece. Mas quando a cabeça pensa demais será que nossa alma enriquece?

Você cheio de indagações e de táticas que não fazem o menor sentido. (pelo menos para você ou pelo menos naquele momento).

Suas certezas mudam, suas prioridades deixam de ser prioridades já que você nem sabe mais o que deseja. Até sabe, mas está tão longe e você tão cansado que o mais fácil é deixar que as prioridades te encontrem e você pode fugir do que não interessa. Seus princípios enfraquecidos te cobram uma atitude e você cobra a coragem.

Seus olhos pesam e seu coração já bate fraco. De tanto que bateu a vida inteira. De tanto chorar amor e fracassos. De tanto chorar pelo leite derramado você decide que se entender é complicado demais. O quente queima e o frio é gelado demais, vai o morno mesmo que não causa sensação alguma e no momento você não tem sequer condições de sentir algo. Sentir dá trabalho e trabalho acarreta uma série de responsabilidades. Responsabilidade é chato demais e não aquece seus pés nos dias frios.

Você enfim, opta por decidir somente pelo necessário. Pelo que realmente vai fazer alguma diferença em sua vida e desiste de tentar equilibrar-se, isso é para artista circense e você nem gosta tanto de circo. Melhor deixar assim.

Uma porta de saída e uma de entrada. O que vale fica e o que não vale que valesse. Nada de culpa ou de noites mal dormidas, nada de coração na boca em de frio na barriga.

Certas coisas não se explicam. Não existem palavras que as descrevam ou soluções que as resolva . Sentimentos, gestos, sonhos e sorrisos. A alma entende e a boca cala.

Fernanda Mello

sexta-feira, 17 de outubro de 2008



sentir-se...

soltar-se...

livrar-se do medo de perder o que nem se tinha

 
A Bancarrota é Certa. Design by Exotic Mommie. Illustraion By DaPino