quarta-feira, 17 de junho de 2009

Meu Dosha

Vata: ao sabor do vento

Este dosha controla todo o movimento biológico, como a inspiração e a expiração, a circulação sangüínea, os impulsos nervosos, os batimentos cardíacos, a comida que entra e sai, o fluxo dos pensamentos. Vata é responsável por começar as coisas – por isso, quando em desequilíbrio, a pessoa deste dosha fala muito sem chegar a nenhuma conclusão, gasta dinheiro à toa, compra demais sem adquirir nada necessário.

A energia de Vata controla o sistema nervoso e se concentra na região do cólon (intestino grosso), pélvis, juntas sacro-ilíacas e lombar. Quando o dosha entra em desequilíbrio, esses são os primeiros órgãos a apresentar problemas. (ilustrar)

Características físicas:
São pessoas altas ou baixas, porém sempre magras, de estrutura corporal pequena e angulosa. Têm ombros e quadris estreitos.
Podem comer muito e não engordar. No entanto, seu peso pode flutuar durante a vida e, ao envelhecer, às vezes ganham alguns quilos. O apetite é irregular e podem ter fome a qualquer hora, bem como pular refeições.
As juntas são secas, barulhentas e protuberantes.
Os dentes são pequenos e também protuberantes.
Têm mãos e pés gelados, e sentem muito frio.
Em geral têm olhos pequenos e cabelos finos e encaracolados.
A pele é seca.
Dormem pouco – normalmente seis horas são suficientes – e em horários diversos. De sono leve, acordam com qualquer barulho.
São superativas, mas se cansam com facilidade, podendo chegar à exaustão. Isso gera sentimentos de fraqueza, sobretudo se têm dificuldade para dormir. Necessitam de muito repouso e se beneficiam de rotinas e hábitos regulares.

Características psicológicas:
Tendem a ser alertas, com uma mente rápida e ativa. Aprendem novos
conceitos e idéias num piscar de olhos, mas tendem a esquecer o que aprenderam com igual rapidez. Como o vento, pensam, falam, andam e movem-se depressa, geralmente sem parar. Gostam de movimento e de novidades. Mudam de idéia e de humor o tempo todo. Amam a liberdade.

Em equilíbrio
São pessoas felizes, entusiasmadas, alertas, criativas, ágeis, comunicativas, energéticas e sensíveis. Fazem amigos rapidamente.

Em desequilíbrio
Apresentam cansaço, ficam angustiadas e ansiosas, sofrem de insônia, prisão de ventre, gases e flatulência. Ficam hipersensíveis e inseguras na hora de tomar decisões. Tornam-se contraditórias, imprevisíveis e instáveis.

Reação ao estresse
Preocupar-se e perguntar-se: “O que eu fiz de errado?”

Balanceando Vata
Estabilidade emocional, amor e quietude são os melhores remédios para este dosha. Criar um ambiente agradável em casa, sem muitas distrações, manter rotinas e respeitar os períodos de descanso também ajudam. A prática de Yoga, dança e caminhada faz muito bem. Vata deve evitar tudo o que seja frio, seco, instável, agitado, e fugir das correntes de ar.

No amor
Vata é inconstante, difícil de se comprometer.




quarta-feira, 27 de maio de 2009

inércia do movimento

tenho sentido muita vontade de dizer coisas ultimamente, mas as palavras têm parecido melhor escolhidas por outras pessoas. acho consolador, diminui o sentimento de solidão. ao menos em poesia alguém já sentiu como eu, sofreu como eu.

a sensação do momento é movimento de partida. e mesmo sendo mudança, mesmo positiva, vem carregando a malha de desconfortos e algumas outras dores no peito... iniciei o movimento, vou seguindo na sua inércia, acreditando aonde isso tudo irá me levar.


"My black backpack's stuffed with broken dreams
20 bucks should get me through the week
Never said a word of discontentment
Fought it a thousand times but now
I'm leaving home

Here in the shadows
I'm safe
I'm free
I've nowhere else to go but
I cannot stay where I don't belong

Two months pass by and it's getting cold
I know I'm not lost
I am just alone
But I won't cry
I won't give up
I can't go back now
Waking up is knowing who you really are

Show me the shadow where true meaning lies
So much more dismay in empty eyes
"




terça-feira, 31 de março de 2009

Amor; amar

Amar é uma questão de escolha. Diária. Uma opção. Um exercício. Reflexão. Sacrifício. Superação. Deleite, prazer. Absolvição!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

O Sono

O sono que desce sobre mim,
O sono mental que desce fisicamente sobre mim,
O sono universal que desce individualmente sobre mim —
Esse sono
Parecerá aos outros o sono de dormir,
O sono da vontade de dormir,
O sono de ser sono.

Mas é mais, mais de dentro, mais de cima:
E o sono da soma de todas as desilusões,
É o sono da síntese de todas as desesperanças,
É o sono de haver mundo comigo lá dentro
Sem que eu houvesse contribuído em nada para isso.

O sono que desce sobre mim
É contudo como todos os sonos.
O cansaço tem ao menos brandura,
O abatimento tem ao menos sossego,
A rendição é ao menos o fim do esforço,
O fim é ao menos o já não haver que esperar.

Há um som de abrir uma janela,
Viro indiferente a cabeça para a esquerda
Por sobre o ombro que a sente,
Olho pela janela entreaberta:
A rapariga do segundo andar de defronte
Debruça-se com os olhos azuis à procura de alguém.
De quem?,
Pergunta a minha indiferença.
E tudo isso é sono.

Meu Deus, tanto sono!...

Álvaro de Campos - "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

"Plus vaste est le temps que nous avons laissé derrière nous, plus irrésistible est la voix qui nous invite au retour. Cette sentence a l'air d'une évidence, et pourtant elle est fausse. L'homme viellit, la fin approche, chaque moment devient de plus en plus cher et il n'y a plus de temps à perdre avec des souvenirs. Il faut comprendre le paradoxe mathématique de la nostalgie: elle est le plus puissante dans la première jeunesse quand le volume de la vie passée est tout à fait insignifiant."

Do livro L'ignorance, de Milan Kundera

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Ano novo, Bons ventos... ajustar as velas!





terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Pior do que se sentir perdida é perder-se em si mesmo. No emaranhado do que você acredita misturado ao que você é ou era. O que você acredita, apostando corrida com o que você mais detesta. O que você tem, jogando palitinhos com o que você quer. Seu amor e suas dores na linha de chegada e o coração de juiz em dia de clássico.

Eu não sei se você entende o raciocínio de quem não tem raciocinado ultimamente ou se entende o porquê de certas coisas que não se explicam.

Quando a cabeça não pensa o corpo padece. Mas quando a cabeça pensa demais será que nossa alma enriquece?

Você cheio de indagações e de táticas que não fazem o menor sentido. (pelo menos para você ou pelo menos naquele momento).

Suas certezas mudam, suas prioridades deixam de ser prioridades já que você nem sabe mais o que deseja. Até sabe, mas está tão longe e você tão cansado que o mais fácil é deixar que as prioridades te encontrem e você pode fugir do que não interessa. Seus princípios enfraquecidos te cobram uma atitude e você cobra a coragem.

Seus olhos pesam e seu coração já bate fraco. De tanto que bateu a vida inteira. De tanto chorar amor e fracassos. De tanto chorar pelo leite derramado você decide que se entender é complicado demais. O quente queima e o frio é gelado demais, vai o morno mesmo que não causa sensação alguma e no momento você não tem sequer condições de sentir algo. Sentir dá trabalho e trabalho acarreta uma série de responsabilidades. Responsabilidade é chato demais e não aquece seus pés nos dias frios.

Você enfim, opta por decidir somente pelo necessário. Pelo que realmente vai fazer alguma diferença em sua vida e desiste de tentar equilibrar-se, isso é para artista circense e você nem gosta tanto de circo. Melhor deixar assim.

Uma porta de saída e uma de entrada. O que vale fica e o que não vale que valesse. Nada de culpa ou de noites mal dormidas, nada de coração na boca em de frio na barriga.

Certas coisas não se explicam. Não existem palavras que as descrevam ou soluções que as resolva . Sentimentos, gestos, sonhos e sorrisos. A alma entende e a boca cala.

Fernanda Mello
 
A Bancarrota é Certa. Design by Exotic Mommie. Illustraion By DaPino